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09/10/2009 - Cemitérios da Ilha em Santa Catarina Enfrentam Superlotação

Literalmente, não se tem onde cair morto no norte da Ilha. O cemitério dos ingleses não tem mais nenhum espaço para venda e quem precisa está sendo encaminhado para o do Rio Vermelho, garante o superintendente de Ingleses, Marcelo Fernando. O superintentende diz que a única alternativa é a ampliação e existe uma possibilidade. "A prefeitura fez uma solicitação para comprar um terreno que fica ao lado do cemitério e ali construir uma casa mortuária e ampliar o numero de vagas", afirma Fernando. O superintendente e administrador distrital de Canasvieiras, Daniel Schoroerder, diz que todos os cemitérios da capital estão superlotados. "No de Canasvieiras temos em média 30 vagas e estamos sempre inovando e tentando adaptar para criar novos espaços", explica o superintendente.

Ele explica que essas vagas são destinadas a quem não tem tumulo familiar, aqueles que morrem e não têm nenhum lugar preparado. Já no caso dos túmulos familiares, Schoroerder diz que não tem como calcular a quantidade de vagas. O superintendente de Ingleses acredita que em mais um ano não haverá mais condições de atender. "Outro fato que reduz o número de vagas do cemitério é o espaço destinado aos indigentes", diz Schoroerder. Ele defende que a construção de um novo cemitério municipal deveria ser algo emergencial, dada a atual dificuldade em obter vagas para sepultamento.

O Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) informa, através de sua assessoria, que o instituto está aguardando o término do processo de elaboração do Plano Diretor Participativo (PDP), que deve contemplar a cidade com outro cemitério. A expectativa do IPUF é encaminhar o projeto do plano no ano que vem. As análises do plano vão definir, entre outros aspectos, onde o cemitério poderá ser construído. Fora isso, existem apenas estudos de possíveis locais para implantação de cemitério.

"Ao esperar até que o plano diretor seja finalizado, podemos ficar sem vagas", critica Schoroerder. Na avaliação do superintendente de Canasvieiras, algumas situações têm que fugir da regra. "O Ministério Público deveria estar intervindo, sei que o município está na mão do plano diretor, mas quando a situação ficar sem controle o ministério poderia auxiliar para que esse problema seja resolvido", alega o administrador distrital da Praia de Canasvieiras.



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